terça-feira, 16 de setembro de 2014

o mais valioso

Deve haver muita gente que não sabe o que significa MVP, mas isso é normal e não é condenável, mas quem tem obrigação de saber falhou muito neste campeonato do mundo de basquete.
MVP, significa most valuable player, ou seja, jogador mais valioso e a FIBA considerou Kyrie Irving o mais valioso do mundial, eu acho que eles não podiam estar mais enganados, ele seria sim o MVP da final e não de todo o campeonato e se virmos os seus números durante os jogos vê-se que ele não foi dos mais consistentes:
vs Filandia - 9pts 4asst 2ress
vs Turquia - 13pts 5asst 3ress
vs Nova Zelandia - 10pts 2asst 4ress
vs Rep. Dominicana - 6pts 2asst 2ress
vs Ucrania - 11pts 6asst 3ress
vs Mexico - 4pts 2asst 2ress
vs Eslovénia - 12pts 3asst 4ress
vs Lituania - 18pts 4asst 1ress
vs Servia - 26pts 4asst 1ress
Isto dá uma média de 12.1 Pontos por Jogo, 3.6 Assistências por Jogo, 2.6 Ressaltos por jogo em cerca de 24 minutos por Jogo

O mais certo era eles quererem dar o prémio a um jogador da equipa que vencesse, até ai tudo bem, mas os parâmetros para a escolha é que não foram esclarecidos, se fosse a média de pontos e sem ter em conta se fazia parte da equipa vencedora tínhamos:

Nicolas Batum, 9 jogos - 14.6 ppj
Jonas Valanciunas, 9 Jogos - 14.4 ppj
James Harden, 9 Jogos - 14.2 ppj
Milos Teodosic, 9 Jogos - 13.6 ppj
Miroslav Raduljica, 9 Jogos - 13 ppj
Klay Thompson, 9 Jogos - 12.7 ppj
Kenneth Faried, 9 Jogos - 12.4 ppj
Anthony Davis, 9 Jogos - 12.3 ppj

Todos estes têm uma média de pontos melhor do que Kyrie Irving e todos eles pertencem as quatro melhores equipas do mundial, um jogador da Lituânia, um da França, dois sérvios e quatro americanos.
Se o outro parâmetro de escolha fosse a eficiência, tínhamos :

Jonas Valanciunas, 9 Jogos, 24.9 Minutos por Jogo, 14.4 ppj, 178 Eficiencia, 19.8 Eficiencia por Jogo.
Kenneth Faried, 9 Jogos, 21.4 Mpj, 12.4 ppj, 160 Eff, 17.8 Effpj
Anthony Davis, 9 Jogos, 19.7 Mpj, 12.3 ppj, 153 Eff, 17 Effpj
James Harden, 9 Jogos, 22 Mpj, 14.2 ppj, 142 Eff, 15.8 Effpj
Nemanja Bjelica, 9 Jogos, 28.7 Mpj, 11.9 ppj, 136 Eff, 15.1 Effpj

Todos estes têm são mais eficientes do que Kyrie Irving, e eu não estou a inventar nada, quem quiser ver com os próprios olhos, aqui fica o link, http://www.fiba.com/basketballworldcup/2014/playerstats
Está visto que Irving está longe de ter sido o melhor jogador no mundial, e eu sei muito bem que o jogo não é só marcar pontos, mas quem não marcar pontos não ganha, eu sei que os fãs ficam doidos com os crossovers e os ankle breakers do Kyrie, mas isso não dá vitórias.
Se eles queriam dar o prémio ao verdadeiro MVP, eles tinham que dar o prémio ao Jonas Valanciunas, foi a sua afirmação como jogador de topo, levou a Lituânia ás costas para uma participação histórica, que ainda assim inglória visto que não conseguiram o 3º posto.
Mas se a organização queria premiar um jogador da equipa que venceu, que foi os Estados Unidos, a FIBA tinha que dar o prémio ao Kenneth Faried, ele foi o único jogador que enfrentou e levou este mundial a sério, ele lutava por todas as bolas, por todas as jogadas com uma intensidade incrível, coisa que mais nenhum seu colega de equipa fez, eles entravam para o jogo com a ideia que mais tarde ou mais cedo o jogo caía para o lado deles, Faried era o único que não agia dessa maneira e se algum americano merecia ser o jogador mais valioso era Kenneth Faried.

marco simoncelli

O ultimo artigo que fiz, que foi o da vitoria do Valentino Rossi, fez-me lembrar de uma coisa, talvez tenha escolhido mal o titulo, há um numero que significa mais para Misano do que o 46, e esse número é o numero de Marco Simoncelli, o 58.
Deu-me a saudade e achei que devia lembra-lo. Ele foi a grande razão pela qual me voltei a apaixonar pela MotoGP, eu passo a explicar, eu ainda era pequeno mas lembro-me de acompanhar as corridas e batalhas entre o Rossi e o Gibernau, lembro-me de uma vez que fui a casa da minha avó na aldeia, e quando fomos almoçar ao restaurante, a família estava a almoçar e a conviver e eu comi rápido e colei na televisão para ver a corrida. E há outro momento que me marcou que foi em 2006, a batalha de temporada épica entre Rossi e Hayden, era o grande prémio de Valência e era a corrida que decidia o campeão, eu estava com o meu pai, o meu avô e o meu tio a ver a corrida em casa, e foi com muita desilusão que vimos o italiano a cair nas primeiras voltas, eu fiquei agarrado á televisão e vi-o a subir a pulso desde de ultimo a décimo terceiro, a roer as unhas, mas não foi suficiente, Hayden ficou em terceiro e sagrou-se campeão, nesse dia perdi o meu encanto pela MotoGP, o melhor piloto, o piloto mais talentoso, o que tinha vencido mais corridas, acaba por não ganhar o titulo, naquela altura na minha cabeça o que estava a acontecer não era justo, e o facto do Hayden ser campeão era premiar os que não mereciam, de quie que valia ser o melhor? A partir dessa altura deixei de acompanhar tão assiduamente, de vez em quando acompanhava as mudanças de equipa de alguns pilotos, mas nunca da mesma maneira.
E foi então que em 2010 outro italiano me fazia voltar a olhar para as corridas de duas rodas, com o seu estilo de condução clássico mas muito agressivo, a fazer lembrar um outro italiano quando era mais jovem, a cara de menino e a sua personalidade um pouco tímida, identifiquei-me logo com ele, e comecei a acompanhar novamente tanto a sua carreira como a MotoGP.
 A partir da primeira corrida que assisti para ver o Marco, tudo voltou a fazer sentido, os arrepios das ultrapassagens, as curvas a alta velocidade passaram a ser o que eram.
Mas no dia 23 de Outubro de 2011, no grande prémio da Malásia, a MotoGP invade as noticias e os telejornais, eu não vi a corrida e achei estranho, mas ás noticias não eram boas, eu estava a ver a televisão de longe e percebi que tinha havido um acidente grave, fui a correr para a televisão e fiquei com o coração nas mãos, Marco Simoncelli não resiste aos ferimentos depois de um acidente grave e perde a vida com apenas 24 anos.
O sentimento que tive em 2006 repetiu-se mas desta vez era 10, 100, 1000 vezes pior, não sei descrever o que senti, mas foi uma tristeza tão grande, mas tão grande que durante muito tempo passei a odiar motas, desde scooters a moto 4.
Marco era o futuro da MotoGP e ele ia ser campeão mundial, tenho a certeza!
Ontem lembrei-me de tudo isto e tenho andado a pensar nisto e fiquei muito feliz pela homenagem ao Marco, deram ao circuito de Misano o nome dele, e o troféu  dos 3 primeiros tem o número 58 gravado, por isso se algum número que identifica San Marino é o 58.
Onde quer que estejas Marco, descansa em paz.


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

San Marino means 46


Valentino Rossi esteve imparável neste fim-de-semana num grande premio que conhece bem, no circuito de Misano, ficou em 3º lugar numa qualificação muito disputada e a ficou apenas a 64 centésimas de Lorenzo que ficou com a pole position.
 Jorge Lorenzo, Andrea Iannone, Valentino Rossi e Marc Marquez arrancaram muito bem e deixaram todos os outros para trás, mas por pouco tempo, Iannone não aguentou o ritmo dos campeões mundiais e ficou para trás, Rossi e Marc tiveram um batalha incrível ultrapassando até Lorenzo que foi prejudicado pela sua própria escolha do pneu dianteiro duro. Rossi encontrou a afinação perfeita e nem o próprio Marc conseguiu aguentar o ritmo diabólico do Quarenta e Seis e acabou por ser vítima do seu estilo tão agressivo e acabou por cair ainda quando faltavam cerca de 15 voltas para o fim da corrida.
 E se estivéssemos em Espanha, os comissários de pista tinham ido a correr para ajudar Marquez, mas não, nós estávamos em terra de Rossi e ir ajudar o rival direto é sacrilégio. Eu acho que o espanhol percebeu isso bem quando começou sozinho, a tentar com que a mota pegasse novamente. (Um pequeno aparte) Eu confesso que no inicio não achava muita a piada ao miúdo que chegou, viu e venceu, mas agora começo a admira-lo, com aquele estilo de condução agressivo, onde vai deitado á entrada e quase pendurado na mota á saída das curvas e ao mesmo tempo faz a mota patinar de uma maneira que é quase teoricamente impossível, não há duvida que ele é um talento incrível e de certeza ira vencer muitos títulos, e é opimo ver a lenda da MotoGP correr ao lado do futuro do desporto. E é com atitudes destas que ele mostra a sua maturidade:


Marc vai ter que rever o que aconteceu nesta corrida para que no futuro numa situação onde precise dos pontos, precise da corrida e onde não seja o piloto com melhor ritmo, não falhar.
Mas esta corrida foi de Rossi e não de Marquez, a partir daqui, o italiano não teve companhia e dominou toda a corrida e voltou às vitórias, ele que tem lutado muito este ano apesar de uma boa mota as Honda não têm dado hipótese, e Rossi tem vindo a adotar um novo estilo de condução, um estilo de condução muito parecido ao de Marquez, como mostra esta foto, ele vai completamente pendurado na Yamaha.



O próximo grande prémio será no dia 28 de Setembro do Circuito de Aragón em Espanha.
Aqui fica um video de alguns do melhores momentos da corrida de ontem.




Campeonato do Mundo

O campeonato do mundo de basquetebol acabou ontem com os Estados Unidos a vencer a Servia por 129-92.
Fui demasiado sucinto, mas a verdade é que não há muito a acrescentar, já toda a gente sabia que os Estados Unidos eram os mais fortes e os candidatos principais a vencer e assim foi sem muita surpresa, a all NBA team levou o trofeu e as medalhas para o outro continente.
Não assisti a todos os jogos que passaram na televisão porque infelizmente não tive tempo para tudo, mas daquilo que vi, fiquei com uma excelente impressão eu que nunca tinha visto uma competição internacional de basquetebol, os pavilhões completamente cheios em todos os jogos, os árbitros muito corretos e sem polémica, só tenho uma pequena coisa contra, duas semanas é muito pouco tempo para uma competição destas.
Tive algumas surpresas e algumas desilusões, que irei dizer quais foram noutro artigo, mas no geral foi uma excelente competição!
Parabéns á FIBA e aos Estados Unidos.

Batum de Ouro em França de Bronze

Durante este campeonato do mundo de basquetebol aconteceu uma coisa que eu não estava nada a espera, á partida eu não tinha nenhuma equipa preferida nem estava a apoiar ninguém, estava a acompanhar o campeonato por gostar de basquetebol, mas com o passar dos jogos dei por mim a apoiar a França...
Como é que é possível? Eu nunca apoiei a França em nada, não tenho nenhum gosto especial pelo pais, nem pelos franceses e muito menos pela língua.
Eu não sei explicar, talvez seja por gostar de ver jogar alguns jogadores da selecção francesa e isso fez com que começasse a simpatizar com eles.
A França não era de todo uma das equipas candidatas ao titulo no incio da competição, no entanto representavam a Europa numa das suas melhores fazes, visto que venceu o ultimo Eurobasket, mas as lesões e os que escolheram não representar a selecção enfraqueceram muito a equipa, que não pode contar com Tony Parker dos San Antonio Spurs, Joakim Noah dos Chicago Bulls, Nando de Colo ex-jogador dos Toronto Raptors que ira jogar a próxima temporada no CSKA Moscow e Ian Mahinmi dos Indiana Pacers.
A França entrou muito mal, ao perder o primeiro jogo frente ao Brasil por 63-65, Boris Diaw carregou a equipa com 15 pontos, 6 ressaltos e 5 assistências mas não foi suficiente.
O segundo jogo foi diferente e a França estava obrigada a vencer se quisesse passar á próxima fase, e assim foi, venceu a Sérvia por 74-73, onde Lauvergne foi a estrela da equipa a marcar 19 pontos e 6 ressaltos.
O terceiro jogo era um jogo para rodar jogadores e descansar os mais importantes, visto que o Egipto era das equipas mais debilitadas do grupo, a França estava com menos pressão depois de ter batido a Servia e continuou com a boa forma vencendo por 94-55, uma diferença de 39 pontos.
O quarto jogo era um dos mais pretendidos pelos fãs no grupo A, a França estava embalada e vencer a equipa da casa dava uma motivação extra, no entanto só em sonhos porque a Espanha dominou do inicio ao fim e venceu todos os períodos, isto deixava a França com duas derrotas e duas vitoria, ficava assim obrigada a vencer o ultimo jogo.
O Irão chegou a assustar a França, tendo vencido o primeiro período por 23-13, no entanto os franceses equilibraram o jogo vencendo o segundo e o terceiro períodos, já o quarto período os iranianos venceram por 27-18, mas já era demasiado tarde, resultado final 76-81.
A França passa aos oitavos de final em terceiro lugar do grupo e encontrou a Croácia que ficou em segundo no seu grupo, foi um jogo muito disputado e os franceses viram a sua vida a andar pra trás quando no primeiro período marcaram apenas 7 pontos, no período a seguir trocaram-se os papeis e foram os croatas que apenas marcaram 7 pontos, estava tudo empatado quando depois do intervalo o jogo mudou completamente e a França dominou a partir daí no entanto, Bogdanovic deu espetaculo e fazer 27 pontos.
Os quartos de final mostravam-se agora muito mais difíceis, a França voltava a encontrar a Espanha, era a segunda oportunidade, e as duas equipas entraram em campo com atitudes completamente diferentes do primeiro jogo, os gauleses queriam vencer a todo custo, já os espanhóis pareciam que estavam bem em qualquer lado menos ali, a Espanha foi para o intervalo com uns míseros 28 pontos, mas o descanso fez-lhes bem e venceram o terceiro período por 15-7, não adiantou de muito porque os franceses perceberam que "era agora ou nunca" e massacraram os adversarios no quarto período, foi um dos jogos mais emotivos do campeonato, estava em disputa a honra da equipa da casa, que no fim acabou por sair derrotada.
E foi assim que a França de um dia para o outro passou de uma equipa fragilizada a ser uma equipa fortíssima, afinal de contas tinha acabado de eliminar a Espanha, e quem é que eles iam encontrar na semi final? Nada mais nada menos do que a Servia, os franceses acreditaram que não havia de ser assim tão difícil como isso, já os tinham vencido uma vez e se olhassem para os jogos do grupo, eles só ganharam ao Egipto e ao Irão, talvez foi isto que fez com os Franceses perdessem o jogo mais importante do campeonato, não souberam gerir o ego depois de um vitória enorme, enquanto que a Servia encarou o jogo como só mais um degrau. á excepção do quarto período os sérvios dominaram o jogo, já que a França marcou 39 pontos no ultimo período, que não foi suficiente. Destaque para Batum que marcou 35 pontos.


Depois do sonho ter terminado, a disputa do 3º e 4º lugar com a Lituania era só pra cumprir calendário, julgaríamos nós...
Não foi isso que aconteceu, depois de um jogo espetacular, os jogadores franceses nem pareciam cansados e disputavam todas as jogadas, todas as bolas, mas os lituanos já estavam a espera desta intensidade e tivemos uma primeira parte muito equilibrada, depois do intervalo as equipas vinham renovadas e Lituania venceu o terceiro período com uma diferença de 8 pontos, as coisas não estavam famosas para os gauleses mas o joker brilhou novamente e Batum carregou a equipa e venceram o quarto período 31-22, o resultado final foi 95-93, destaque para Batum com 27 pontos e para Valanciunas que fez 25 pontos e 9 ressaltos.
Eu acredito sinceramente que se a França estivesse na máxima força, tinha ganho este campeonato do mundo, a mistura da experiência de Tony Parker e Diaw e a irreverência de Batum, Fournier e Noah tinham vencido qualquer equipa que aparecesse á frente, e prova disto que estou a dizer vai ser a excelente campanha que eles vão fazer nos próximos jogos olímpicos já no próximo ano.
Se houve alguma coisa que a França se pode gabar neste campeonato foi que deu aos fãs de basquetebol, os jogos mais equilibrados, os jogos mais disputados, os jogos mais emotivos, os jogos mais stressantes, os melhores jogos entre os melhores do mundo.


sábado, 13 de setembro de 2014

Papua New Guinea

Este vídeo é qualquer coisa!
Adorava ter sido eu a gravar este vídeo ou pelo menos estar presente quando isto aconteceu, deve ser uma sensação incrível!
Isto aconteceu no Monte Tavurvur na Papua Nova Guiné.


Formula E

Já que estou a falar de desporto motorizado vou continuar, ia guardar este tema para outro dia, mas não faz mal.
Hoje foi a estreia da Formula E, a FE é uma classe de desporto motorizado que pertence á FIA, onde a grande diferença para as outras Formulas é o facto destes carros serem eléctricos!
Esta Formula é diferente de todas as outras:

 
- Existem dez equipas, cada uma com dois pilotos e cada piloto com dois carros.
- Os grande prémios vão ser disputados em circuitos citadinos
- As corridas terão entre 2,5 a 3 quilómetros.
- Os carros aceleram dos 0 aos 100 em 3 segundos em têm uma velocidade máxima de 220 quilómetros/hora.
- O vencedor da pole position ganha 3 pontos adicionais no fim da corrida e o piloto com a volta mais rápida ganha 2 pontos.
- O chassi é feito pela Dallara, a empresa que faz os chassis dos Indy.
- Os pneus são feitos exclusivamente para a FE pela Michelin, são de 18 polegadas e devido ao seu composto especial podem ser usados em todos os tipos de clima.
- As baterias são feitas pela Williams F1.
- O motor eléctrico é feito pela McLaren, e é o mesmo que é usado no McLaren P1.

Estes são alguns pormenores, mas há muita coisa que á primeira vista é estranho, e os fãs die hard da F1 não vão gostar de muitas coisas desta classe, ou seja, tudo o que é inovação os trolls desconfiam, por assim dizer. Não me interpretem mal, eu adoro a F1, fico acordado a noite toda para ver a corrida se for preciso ou acordo ás 4/5 ou 6 da manha para ver os treinos livres, a qualificação e a corrida, mas esta ideia da FE é fantástica e eu estava intrigado, sobre como iria ser.
Os trolls vão dizer que os carros são feios, os pneus e jantes são ridículos, ter de trocar de carro durante a corrida é estúpido, o facto de os carros não fazerem barulho não tem piada, o facto de eles terem uma velocidade máxima de 220 km/h não traz adrenalina nenhuma e que os pilotos são pilotos renegados da F1. Pois bem, os trolls bem que podem ir dar uma volta ao bilhar grande!
Eu estava receptivo e não comentei até ver a corrida, e fiquei muito contente com o que vi.
Antes de mais, esta categoria demarca-se das restantes por ser exclusivamente eléctrica, e se os construtores usam a F1 para tecnologias a aplicar nos carros do dia a dia, é certo que usaram esta classe para desenvolver os carros eléctricos do futuro, do nosso dia a dia e isto por si só reserva á FE um futuro muito risonho.
Quanto á corrida, desde inicio se percebe que os carros são muito parecidos, os seja, os ritmos e o andamento das varias equipas e dos vários carros vai ser igual e isso vai fazer com que o talento dos pilotos de revele e vai ser isso a fazer a diferença. Cada corrida vai ser única porque vão ser precisas estratégias para levar os carros ao limite antes de efectuar as trocas, isto pode ser um ponto também a fazer a diferença, e o terceiro ponto que poderá marcar a distinção entre pilotos durante a corrida, é a fantástica ideia que se chama fan boost, o que é o fan boost? o fan boost é a melhor maneira possível de aproximar os fãs da FE, os fãs votam no site oficial, no piloto que querem que tenha 30kw adicionais, isto dá 40 cavalos, mais coisa menos coisa.
Eu adorei a corrida, acredito que esta categoria tenha um futuro brilhante pela frente! As corridas vão ser equilibradas com pilotos talentosos.
Agora a analise; a corrida foi muito equilibrada até ás ultimas 5 voltas, Nicolas Prost, filho de Alain Prost e Nick Heidfeld destacaram-se do resto do grupo e lutavam pelo 1º lugar, mas na ultima volta parecia que já estava tudo mais ou menos resolvido, a verdade é que não estava, Heidfeld guardou-se para a ultima curva e ultrapassou Prost, que quando viu que ia perder a posição e mostrando-se filho de quem é não o deixou festejar a primeira vitória da FE, bloqueou o caminho ao piloto da Venturi e o carro do piloto alemão acabaria por ressaltar nos marcadores de curva, embater no muro e virar o carro ao contrario, num acidente muito violento, só com muita sorte a estreia da FE ficava marcada pela negativa e com uma grande trajédia.
Prost mostrou-se infantil quando depois da corrida ainda culpou Heidfeld pelo acidente, o sangue de família, a vontade de ganhar subiram-lhe á cabeça e fechou a porta ao seu colega de equipa na WEC, Prost já tinha vencido a corrida antes de a acabar, já tinha ouvido o hino antes de ele soar, já tinha sentido o sabor da champagne antes de subir ao pódio, enfim... Nicolas tinha que ser mais castigado, um penalização de 10 lugares na próxima corrida não é suficiente.
A próxima corrida vai ser em Putrajaya, na Malasia, dia 22 de Novembro.
Aqui fica a corrida e o vídeo do acidente.